Minha historia com a educação ambiental é bastante recente, pois foi na graduação em Tecnologia em Agroindústria que estive em maior contato com a sustentabilidade, principalmente produtiva, sabemos que se não houver melhorias em nossa forma de pensar a agir, modificar nossos atos e procurarmos um caminho mais ecológico e durável.
Sempre que vejo propagandas de defensivos agrícolas lembro-me das palavras de alguns professores, dizendo que não se devem utilizar quantidades acima do que as recomendadas pelos responsáveis técnicos, pois o solo possui capacidade de absorver apenas certa quantidade de “veneno”, e o excesso provavelmente se depositará nas águas subterrâneas e envenenarão as cidades.
A utilização de grandes quantidades de adubos químicos e defensivos para lavouras são práticas utilizadas por produtores para tentar aumentar a produtividade das lavouras, mas seu efeito colateral é surpreendentemente terrível, muitas doenças e deformidades em crianças graças a substâncias tóxicas que se formam através dos resíduos de agrotóxicos utilizados nas lavouras.
Outra importante e degradante forma de poluição que o uso de defensivos agrícolas em excesso é observado em rios, quando suas margens são tomadas de lavouras podemos verificar na grande maioria dos casos que a água contém substâncias muito acima das permitidas pela legislação, ocasionando mortandade de peixes.
Devemos utilizar a educação ambiental como forma de disseminar métodos de produzir sem utilizar tantos agentes químicos, melhorando a qualidade dos produtos e evitando desastres ambientais, e produzindo conscientemente alimentos mais saudáveis, alias também acredito que a educação ambiental é muito mais ampla que um conceito acadêmico, de ensinar formas de preservar e proteger o meio ambiente, mas formar pessoas capacitadas a transferir as informações necessárias para que possamos almejar pelo menos um futuro de nosso “lar” a Terra.
Mário Machado